Uma breve história sobre a Psicanálise

A Psicanálise é um método independente da Psicologia que surgiu quando Sigmund Freud ao fazer seus estudos com Charcot sobre hipnose descobriu que a hipnose aplicada nos pacientes não durava muito tempo. Então, Freud buscou atender de outra maneira como suas pacientes histéricas poderiam ser tratadas e descobriu o inconsciente e a partir deste momento, surgiu a Psicanálise.

Em seguida, Freud começou seus atendimentos com seus pacientes em busca de conhecer cada vez mais sobre o inconsciente deles. Na análise, é importante a escuta atenta dos sonhos, das vivências do passado, do presente e o que a pessoa deseja sobre o futuro. O analista também se interessa em saber as angústias e tudo o que incomoda o paciente, além disso, é importante que o analista se coloque numa posição de neutralidade com relação aos assuntos tratados.

Com o passar do tempo, Freud fundou a IPA (Associação Psicanalítica Internacional) para aumentar a difusão da Psicanálise. Mas surgiram muitos conflitos internos e com isso, novas linhas teóricas foram surgindo que se diferenciaram do que Freud apontava como teoria básica da Psicanálise. Com essas mudanças, surgiu Jacques Lacan que além de ser seguidor de Freud, enriqueceu a Psicanálise trazendo o conteúdo das ciências sociais e antropologia e principalmente dos estudos sobre a linguagem, pois ele deu um grande foco para a análise do discurso do que é dito e o que não é dito pelo paciente.

Lacan ao perceber que a IPA já não estava cumprindo com os propósitos que Freud queria fundou sua própria escola e convidou toda pessoa de diferentes áreas que quisesse ser psicanalista a estudar na sua escola, desde que fosse seguido o tripé da Psicanálise: Fazer análise, fazer um estudo continuado e fazer a supervisão dos seus casos. Os estudos das escolas lacanianas são muito intensos e se dividem em vários tipos de conteúdo, incluindo grupos de estudo, seminários semanais e cartéis. Eu sigo esse tipo de escola.

Durante a análise, basicamente se faz a associação livre, em que o paciente fala dos assuntos que têm interesse e sobre os assuntos pelo qual passa no momento em que ele se encontra. O analista acompanha o processo do paciente e de acordo com a linha de seu atendimento, o analista intervém dizendo o que for necessário para que o paciente seja direcionado para entender seu mal-estar e a se livrar de seus problemas.

É importante entender que o caminho da análise não é rápido, nem tem apenas um para todas as pessoas. Em muitos casos, as pessoas não querem se expor, falar do que as incomodam ou aceitar que erraram, mas isso faz parte de todo o aprendizado da vida. Deixar velhos hábitos, velhos olhares sobre si mesmo e sobre os outros é essencial para amadurecer. Podemos entender a cada dia que precisamos de ajuda para nos entender melhor, nos fortalecer porque sozinhos o caminho fica muito mais difícil de ser percorrido, não se pode esquecer também que sozinhos não conseguimos ter uma visão clara sobre nossa vida.

Em processo de análise as pessoas começam a ficar muito autoconfiantes,  mais conscientes sobre seus sonhos e os trazem para a análise como forma de mensagens para serem decifradas pelo analista. Além disso, as pessoas ficam muito mais atentas também ao que dizem, ao que sentem e às reações que têm sobre tudo ao redor delas e internamente. Esses fatos demonstram o quanto a análise está surte efeito e como ela conduz o analisante para a independência a cerca de suas reflexões sobre si mesmo e começa a entender melhor suas atitudes.

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